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A POLUIÇÃO VEICULAR afeta o DESEMPENHO ESCOLAR das CRIANÇAS...

29 de out. de 2016
4 min de leitura

Vou aproveitar o movimento favorável do pêndulo chamado “informação”, e reafirmar o que todo mundo deveria saber:

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- As substâncias emitidas pelos veículos automotores são prejudiciais ao sistema respiratório e podem provocar sérios danos ao cérebro, além de outros malefícios.

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E não desejando criar um pânico horroroso, afirmo que estudos recentes mostram que a poluição urbana pode ter efeitos irreversíveis sobre certas capacidades, tais como aquisição de vocabulário, tempo de reação e até mesmo sobre a nossa inteligência...

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... o que é o suficiente para no futuro ocasionar queda no desempenho escolar e nas “notas” em testes simples. (Uma verdadeira “arapuca” social)

Os estudos revelam que a maioria destes poluentes urbanos começam seus efeitos durante a gravidez, quando ainda estamos no útero da nossa querida, idolatrada, insubstituível e amada “mother”(“mãe” em inglês)... (risos)

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A maior parte dos poluentes são os conhecidos hidrocarbonetos policíclicos aromáticos - “HPAs”, oriundos principalmente das emissões de motores de veículos automotivos...

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... especialmente dos carros e caminhões movidos a gasolina, a GNV e o a óleo diesel. E para que você perca a elegante paciência de vez, saiba que muitos dos “HPAs” e/ou seus derivados são potencialmente carcinogênicos e ou/ mutagênicos.

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Os efeitos da contaminação destes “HPAs” sobre o coeficiente intelectual das crianças é similar aos diagnosticados em crianças expostas a níveis baixos de “chumbo”...

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...“chumbo” que é extremamente nocivo para o sistema nervoso. E consultando seu juiz – que deveria ser você mesmo, vou perguntar:

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- Você sabe que o coeficiente intelectual é um determinante importante do futuro sucesso escolar? Se a resposta foi “sim”, creio não ser o paraíso, mas é quase. Apesar de ainda precisar de estudos complementares para ser validada, a evidência é forte o bastante para sugerir que a poluição pode afetar de maneira significativa o desempenho escolar das crianças – e que o perigo dos agentes poluidores urbanos é ainda maior do que se pensava...

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...confesso que meu lastro teórico para essa discussão é ainda bastante limitado! Outro problema é que a poluição faz com que os alunos tenham maior risco de doenças, o que favorece o “absenteísmo escolar” (que é a ausência não justificada de estudantes nas escolas), assim como o “desempenho/aprendizagem” que torna-se inferior (mesmo quando levando-se em conta outros fatores que também afetam o desempenho escolar)...

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...sou conhecedor de que uma única resposta para um problema é por vezes arriscada, já que a abrangência pode incorrer em superficialidade ou em banalização, mas encontro-me no dever de “alertar” as variáveis de uma questão importantíssima que é a Educação dos alunos na sociedade.

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A poluição do ambiente urbano torna as crianças mais propensas ao risco de doenças ( Ex: rinite alérgica, asma, bronquite, pneumonia, alergias diversas na pele... ) que favorece também o “absenteísmo”, pois também causam aumento nas internações hospitalares favorecendo o “não comparecimento” à Escola por parte destes alunos...

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...vejam que a sociedade está sendo exposta a todas as tempestades e ventos contrários. E no meio dessa “mixórdia”, hasteio a bandeira preta e como papagaio linguarudo, informo aos amantes da “estatística” que entre 2004 e 2006 (segundo a Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo), mais de 81.033 crianças foram internadas por doenças respiratórias, sendo que em 20.449 dos casos (25,2%), o diagnóstico apontou a relação do problema com a poluição atmosférica.

Outro poluente nefasto é o “material particulado” (MP) emitido principalmente pela combustão do “óleo diesel”; ele está associado ao risco de aumento da ansiedade (refere-se ao nervosismo ou desconforto em situações do cotidiano)...

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...e a ansiedade esta relacionada à diminuição da “produtividade escolar” entre outros sintomas. Estamos acostumados a ouvir palavras mal disfarçadas, que vão acumulando silêncios, cada um tomando naturalmente o rumo de seus próprios interesses e ignorando os outros com tanta determinação quanto indiferença. Somos ao mesmo tempo tão livres, mas impotentes...

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... e esse vaivém violento e compassado de desinformação se confunde aos poucos com essa insensatez tão variada que é a própria vida...

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...uma espécie de repugnância enjoativa. Mas não gostaria de existir preso nas “garras” de uma existência “monótona e decepcionante”...

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... e assim, saindo inteiramente sob o signo da marginalidade social, gostaria de dar início a uma espécie de contradança interessante, entre o desejar e o sugerir...

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... e num toma-lá-dá-cá ininterrupto, quem sabe se pudéssemos:

- incentivar a utilização de modais que poluam menos;

- avançar tecnologicamente para reduzir a emissão de poluentes veiculares;

- com urgência apostar na utilização de transportes coletivos e sustentáveis;

- possuir um sistema de saúde pública eficiente;

- alcançar melhores políticas públicas ambientais para as cidades; - vivenciar uma inspeção veicular eficaz e efetiva;

- reduzir a exposição do cidadão aos poluentes, evitando o caminhar, correr ou andar de bicicleta em vias de movimentos de veículos (informando através de placas indicativas).

- adquirir um sistema de controle da poluição ambiental urbana (unidades de monitoramento espalhadas pela cidade);

- contar com uma participação consistente e responsável da “mídia”;

- entre outros.

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Mas enquanto os controles de emissões, a vontade do poder público e as políticas ambientais não originam um efeito significativo sobre os níveis de poluentes relacionados ao tráfego urbano, a alternativa é expor o mínimo possível nosso cérebro e o de nossos filhos...

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... tipo aquele “vôo sólo”, em que está somente você e Deus. Sem sombra de dúvida, somos um dos espectadores dessas situações cotidianas, mas não temos a curiosidade de entrar nos bastidores... ...permanecemos na plateia, como os outros, unanimemente contra as atitudes “antissociais”, porém muito ocupados com “nós” mesmos.

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Se você quer mudanças, elas não deveriam acontecer somente com palavras, mas por atitudes... ... esteja inteiro em cada coisa que você faça. O desenvolvimento urbano está acoplado ao ambiente daquele contexto...

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...pense, como pode haver desenvolvimento urbano sem saneamento básico, saúde e ambiente “sadio” para o seu cidadão? Então, saia da “jaula” que prende o seu “bom senso”...

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... e abandone esse velho e rançoso pensamento de “não participar”, quando lhe é dado este papel definitivo e banal para representar...

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...e saiba que você representa até com certa “altivez” um Sol pálido e triste que de vez em quando, espia pelas nuvens escuras.

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Abraços...

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Se gostar tecle em “curtir” e após compartilhe com os amigos.

ACésarVeiga

 
 
 

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